Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Sabias que estás em guerra, no Afeganistão?

Vai aumentar, dentro de um mês, (1) para mais de 260 soldados, o envolvimento de Portugal no Afeganistão. Quem arca com os riscos e com os custos? TU.

 

1 - Introdução


Apesar de previsto na Constituição que a decisão cabe às mais altas instâncias, após uma discussão formal e do conhecimento público, a verdade é que os portugueses foram envolvidos, sorrateiramente, na guerra dos EUA e da NATO. No Afeganistão.

 

E outras se preparam.

 

Outras se preparam no Paquistão, no Irão, no Yémen, talvez mesmo na Venezuela, ou onde o Pentágono decidir que essa é a forma conveniente de assegurar os interesses dos EUA e dos “valores ocidentais”. E essa decisão transitará, hierarquicamente, pela cadeia de comando abaixo, até chegar ao Sócrates, sargento lateiro e ao cabo Luís Amado que assinam as guias de marcha das tropas lusas.

 

 

2 – Fora da lei constitucional

 

Diz-se que vivemos num estado de direito e quem mais o diz é quem mais se coloca à margem da lei. Diz-se… porque de facto, de acordo com a Constituição:

 

Artº 7º nº1 – “Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade.”

 

Neste contexto, Portugal:

 

  • não respeita os direitos do homem uma vez que é cúmplice em atrocidades, massacres e violências sobre populações civis levadas a cabo pela NATO;

 

  • não respeita a igualdade entre os Estados, uma vez que colabora com a ocupação de um outro Estado, o Afeganistão que em nada afectou os portugueses;

 

  • não promove, obviamente, a solução pacífica dos conflitos internacionais, alinhando, acrítica e cobardemente por detrás dos interesses e posições dos mais fortes;

 

  • nunca tomou qualquer papel activo na solução do conflito internacional motivado pela invasão ocidental;

 

  • nem sequer considera que os problemas entre os afegãos só a eles diz respeito, violando assim a prescrição da não ingerência em assuntos internos dos outros Estados;

 

  • colabora materialmente contra a emancipação de um povo que teve o azar histórico de estar instalado numa zona de charneira de efémeros impérios;

 

  • combate, com a colaboração na guerra, em tudo o que não contribui para o progresso da Humanidade.

 

Artº 7º nº2 - “Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.”

 

Neste capítulo, Portugal:

 

  • colabora activamente para a não abolição da acção imperialista no Afeganistão e apoia a sua neocolonização, impondo instituições criadas com base na fraude e favorecendo uma cultura de desmedida corrupção;

 

  • contraria um necessário desarmamento geral;

 

  • ajuda ao enquistar de uma coligação militar agressiva e selvagem que se materializa sob o nome de NATO, que pretende perpetuar a existência de um bloco político-militar;

 

  • em nada ajuda a beneficiar a segurança colectiva, dado o palpável alastramento ao Paquistão e as ameaças regularmente dirigidas ao Irão;

 

  • através da atitude belicista do governo português e de quem com ele pactua, mesmo na oposição, institui um factor de risco acrescido para todos os residentes em Portugal, nomeadamente para quem não se desloca em veículos blindados e rodeado de seguranças. Os atentados de Londres e da Atocha demonstram que são os trabalhadores e os cidadãos comuns que mais podem ser atingidos pelas sequelas das taras militaristas dos seus governos.

 

Artº 7º, nº3 – “Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.”

 

Se assim for, Portugal:

 

  • não cumpre minimamente a sua própria consigna de reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação e independência a que o Afeganistão tem direito e, portanto, abdica desse direito também para si. De acordo com a prática do poder político actual em Portugal, aceita implicitamente interferências alheias na vida dos cidadãos;

 

  • ao aceitar o direito dos povos à insurreição contra todas as formas de opressão, coloca-se, com a sua presença no Afeganistão, como opressor do povo afegão que legitimamente luta contra a ocupação da NATO.

 

Artº 21 – “Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.”

 

No que concerne a esta questão, Portugal,

 

  • ao estatuir este direito dos cidadãos residentes em Portugal e ao impedir, pela força, igual direito aos outros povos, nos seus territórios, não só procede hipocritamente, como afirma um preconceito racista, de discriminação entre povos com e sem direitos.

 

Artº 48, nº2 – “Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.”

 

Neste campo,

 

  • em caso algum as instituições políticas portuguesas apresentaram uma justificação ou uma argumentação consistente e clara das razões para Portugal se encontrar em estado de guerra;

 

  • pior que isso, não envolveram os cidadãos nessa decisão, impondo-a autocraticamente, de uma forma quase clandestina, ocultando deliberadamente que envolveram Portugal numa guerra, cruel e sem desfecho à vista.

 

Artº 134º, a) - Atribui ao Presidente da República o exercício das “funções de Comandante Supremo das Forças Armadas”

 

Assim sendo,

 

  • o actual Presidente autorizou o envio de tropas para o Afeganistão, ao contrário do seu antecessor que somente anuiu no envio de forças policiais (GNR) para o Iraque, tornando-se assim conivente com o atropelo da Constituição, não honrando o compromisso solene de a respeitar;

 

  • o actual Presidente deverá, consequentemente e de imediato, resignar ao cargo, por incumprimento material da Constituição, já que nenhum mecanismo existe que o possa demitir;

 

  • devem todos os candidatos às eleições presidenciais de 2011 manifestar clara e inequivocamente a sua futura decisão de fazer retirar as tropas de acções de guerra, como no Afeganistão e prometer a sua resignação se tal não for conseguido, por desrespeito da sua vontade – o que configuraria a figura de golpe de estado.

 

Artº 135º, c) - Atribui ao Presidente da República a competência para “declarar a guerra em caso de agressão efectiva ou iminente e fazer a paz, sob proposta do Governo, ouvido o Conselho de Estado e mediante autorização da Assembleia da República,…”

 

De facto,

 

  • não houve uma declaração de guerra da República Portuguesa à República Islâmica do Afeganistão nem, obviamente, uma agressão efectiva ou eminente daquele país, a Portugal ou a quem quer que seja;

 

  • o célebre artº 5º do Tratado de Washington -  que instituiu a NATO -  apenas exige a solidariedade de todos os membros se, algum ou alguns dos seus membros for vítima de agressão, num contexto de auto-defesa e no cenário do Atlântico Norte. Mesmo que completado pelo Conceito Estratégico de 1999, com a inclusão de terrorismo, a verdade é que “terrorismo” não é um Estado que possa ser invadido ou sequer entidade considerada como agressor; terrorismo é, somente, uma forma de proceder a actos de guerra. Por outro lado, os EUA não pediram aos seus aliados a aplicação do artº 5º após o 11 de Setembro… por óbvia falta de “inimigo”;

 

  • se porém, há guerra, sem ela ter sido decretada pelo Presidente da República, duas hipóteses se levantam. Este, tardiamente embora  -  e num acto ridículo e demonstrativo de total inépcia - legitima a posteriori essa guerra; ou, tomando conhecimento dessa guerra, a declara ilegal e manda recuar os soldados destacados no Afeganistão.

 

Artº 161, m) – Compete à Assembleia da República, “Autorizar o Presidente da República a declarar a guerra e a fazer paz;”

 

Neste caso, como no anterior,

 

  • não houve qualquer autorização dada ao Presidente da República para declarar guerra ao Afeganistão, pelo que a guerra existente é ilegal e resulta apenas de um consenso informal, não assumido por alguns partidos com lugar na Assembleia da República, isto é, pelo PS, pelo PSD e pelo CDS.

 

Artº 273º - “A defesa nacional tem por objectivos garantir, no respeito da ordem constitucional, das instituições democráticas e das convenções internacionais, a independência nacional, a integridade do território e a liberdade e a segurança das populações contra qualquer agressão ou ameaça externas.”

 

Facilmente se deduz daqui que:

 

  • não havendo ameaças a Portugal, à sua integridade territorial, à liberdade e segurança da população, provenientes do Afeganistão, este país não pode ser incluído em acções de defesa nacional;

 

  • não havendo agressão ou ameaça externa protagonizada pelo Afeganistão relativamente a Portugal, não há justificação para actos de guerra praticados pelo dispositivo militar português contra aquele país;

 

  • a prossecução de uma agressão militar de Portugal contra o Afeganistão pelo contrário, habilita e legitima acções punitivas daquele país ou de quem se lhe substitua, contra o território nacional, colocando em risco a integridade dos seus cidadãos e dos seus bens;

 

  • colocando-se Portugal em risco de ameaças ou actos de guerra, derivados da presença de soldados no Afeganistão, isso poderá conduzir a incómodos na vida normal da população portuguesa, resultantes de medidas da defesa nacional.

 

 

Artº 275, nº 3 – “As Forças Armadas obedecem aos órgãos de soberania competentes, nos termos da Constituição e da lei.”

 

Neste plano,

 

  • a participação ou colaboração na execução de ordens e directivas ilegais provenientes dos órgãos de soberania e dirigidas à hierarquia das Forças Armadas, torna esta co-responsável pelas ilegalidades cometidas, a não ser que tenham reclamado dessa ilegalidade por escrito (Artº 271, nº2);

 

  • No caso da prática de crimes no cenário de guerra os militares que os pratiquem são sempre responsáveis pelos mesmos, independentemente das responsabilidades dos seus superiores, civis ou militares (Artº 271, nº3).

 

 

Artº 275, nº 5 – “Incumbe às Forças Armadas, nos termos da lei, satisfazer os compromissos internacionais do Estado Português no âmbito militar e participar em missões humanitárias e de paz assumidas pelas organizações internacionais de que Portugal faça parte.”

 

  • Os compromissos de Portugal no âmbito militar, nomeadamente no contexto da NATO ou do Tratado de Lisboa não explicitam a obrigatoriedade na participação em campanhas ofensivas, de rapina, neocoloniais num país distante, pobre e inofensivo;

 

  • A missão dos militares portugueses no Afeganistão não se configura como humanitária e de paz, assumida e coordenada, designadamente, pela ONU.

 

 

3- Uma questão civilizacional

 

Será que uma pretensa superioridade civilizacional fornece legitimidade para se impor, pela força, a quem detenha uma quadro civilizacional e cultural distinto? Quem afere essa gradação entre superior e inferior?

 

Será que o poder de destruição posto à disposição dos militares não será excessivo, uma vez que dá para destruir e contaminar a vida e ambiente de modo irreversível, várias vezes, o planeta?

 

Não será altura de se abandonar a via da guerra como forma de resolver conflitos, passando cada povo a viver com os recursos que tem, sem ambições de destruir o vizinho para o pilhar?

 

Não será chocante que todas as maravilhas tecnológicas ao dispor da Humanidade coexistam, numa mesma época, com a forma mais bárbara das actuações humanas e que passa pela destruição do Homem pelo seu próprio semelhante?

 

 

4 - Uma questão política

 

Já há muitas décadas deixou de haver aquela fórmula cavalheiresca da declaração formal de guerra em que um embaixador se deslocava ao detentor do poder do país – a partir de então inimigo – para entregar um papel formal de declaração de guerra.

 

Já passou também o tempo em que os parlamentos tinham um papel real nas decisões sobre a utilização da guerra como forma de resolver conflitos; tendencialmente, cremos mesmo que não vão tendo mesmo papel real algum, confundindo-se com um teatro de marionetas. Na Alemanha, por pressão da opinião pública, o Bundestag vota todos os anos o volume do envolvimento no Afeganistão. E por cá? Quem autorizou Sócrates e Cavaco a enviar mais tropas para o Afeganistão?

 

Há uma pulsão totalitária nas sociedades, que pretende marginalizar os cidadãos e encher todo o palco da acção política com as opiniões e decisões do mandarinato, auto-eleito como mandatado para todas as decisões, dando como suficiente a redução da participação democrática a actos eleitorais ritualizados.

 

O Tratado de Lisboa imposto aos portugueses pela maioria de bloqueio (PS/PSD) na AR (e que recusou o referendo) torna todos os países membros da UE como vassalos de um interesse geral difuso, tornados adversários de um inimigo diáfano, sem lugar concreto nem tempo definido. E, nesse contexto, pretende manter um permanente estado de insegurança global e de medo para gerar a aceitação de constantes aventuras militares.

 

Não será altura de os cidadãos em geral manifestarem o seu repúdio pela guerra, pelos seus executores, pela constituição de enormes arsenais e contingentes armados com custos faraónicos? Para mais, num contexto de grandes dificuldades económicas?

 

 

5  -  Uma questão económica

 

Entre o desemprego e o deficit em que nos atolaram a todos, para salvar crimes de banqueiros e patrocinar lucros a construtores de obra pública mais ou menos dispensável; no vozear constante e ameaçador em que os responsáveis pelo descalabro nos elegem como carne para todos os sacrifícios, nem se dá pelo estado de guerra em que as altas instâncias do poder nos vêm colocando, não é?

 

No âmbito dos encargos com a defesa, enunciados nos orçamentos, de 2009 e proposto para 2010, verifica-se um aumento enorme dos gastos militares; sobretudo se se comparar com as reduções previstas para o total do gasto público:

 

Orçamentos (serviços integrados e autónomos)

M euros

Despesa

2009

2010

var %

Defesa nacional

1.919

2.222

+15,79

Total da Despesa

193.892

184.575

- 4,81

 

Considerando que mais de metade da despesa se prende com o serviço de dívida pública - pagamento aos bancos financiadores – intocável e de compressão colocada fora de causa, é nos serviços prestados à população e no pagamento ao pessoal que o poder procede a compressões orçamentais. Como toda a gente sabe.

 

 

6 – Quem são os soldados de hoje?

 

Como o serviço militar obrigatório acabou em Portugal, quem é enviado para o Afeganistão não são soldados obrigados a ir para a guerra, como no tempo da guerra colonial. Agora, são antigos desempregados, gente cuja única formação se baseia no amor à guerra, no militarismo, na obediência à hierarquia, num espírito de casta, integrado num patriotismo serôdio e ridículo, em antagonismo total com a evidência de que a soberania cabe à Comissão Europeia, ao BCE, às empresas de rating, ao FMI, à OMC, ao tratado de Lisboa...

 

Como fazem da guerra modo de vida, é-lhes indiferente se o fazem para defender os seus amigos e familiares ou para colaborar numa guerra de rapina de recursos alheios. Como profissionais dentro de uma estrutura hierarquizada, farão as missões que o comando lhes cometer, sejam massacres, acções sobre civis, torturas ou sevícias, uma vez que são amestrados na luta contra o “terrorismo” na defesa dos “valores ocidentais”, à semelhança do que é praticado pelos seus congéneres americanos ou ingleses no Iraque e no Afeganistão.

 

Os 163 militares a enviar em breve (cerca de 20 já estão no terreno) fazem parte dos “comandos”, tropa chamada de elite, extinta em 1996 e reactivada em 2002.

 

O seu grito de guerra é Mama Sumé, adoptado a partir de um ritual de entrada na vida adulta de uma tribo do sul de Angola, o dá para pensar no infantilismo que se pretende incutir aos soldados; isso seria apenas um assunto psiquiátrico, se utilizassem somente pistolas de carnaval. Por outro lado, a tradução do tal grito de guerra é “aqui estamos, prontos para o sacrifício” o que aparenta um cunho “jihadista”, desconhecendo nós se acreditam ou não que desse sacrifício advirá a disponibilidade de várias virgens, no Além…

 

A tropa portuguesa enviada para o Afeganistão é duplamente mercenária. Primeiro, porque são contratados pelo Estado português para o exercício de funções guerreiras, tal como Roma tinha os seus pretorianos, Bizâncio a guarda varangiana de suecos, os faraós o seu exército de núbios. Depois, porque o governo português os vai utilizar ao serviço do Pentágono, como tributo de vassalagem, mais ou menos ao nível das Blackwaters que os EUA contratam para operações sujas.

 

- - -  - - -

 

Finalmente, se um governo não cumpre a Constituição a que se deve submeter, esse governo viola o direito democrático, coloca-se como usurpador, torna-se ilegítimo e implicitamente cria na população o direito de resistência e de revolta contra esse mesmo governo.

 

Está em fase de recolha de assinaturas uma petição para a

 

SAÍDA IMEDIATA DAS TROPAS PORTUGUESAS DO AFEGANISTÃO

 

 http://www.petitiononline.com/otanitna/petition.html

 

 Também em:

 

http://www.scribd.com/doc/26195874/Sabias-que-estas-em-guerra-no-Afeganistao

 

 

 

(1) Jornal de Notícias 25/1/2010



publicado por GRAZIA TANTA às 13:06
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
PETIÇÃO CONTRA A GUERRA NO AFEGANISTÃO
Se és contra a guerra, contra a NATO e a participação portuguesa na guerra do Afeganistão,

assina a petição

 
 

 

Esta petição faz parte de uma acção internacional - Coligação "No to War, No to NATO" - que se manifesta, esta semana quando Gordon Brown convocar primeiros-ministros e presidentes para uma conferência sobre o Afeganistão, onde a NATO está atolada

PAGAN - Plataforma Anti-Guerra e Anti-NATO


http://antinatoportugal.wordpress.com/
antinatoportugal@gmail.com

Adere e colabora com a PAGAN



publicado por GRAZIA TANTA às 19:28
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Protesto contra a participação de Portugal na criminosa guerra do Afeganistão

No dia 28 de Janeiro, pelas 18h00, no Arco da Rua Augusta, em Lisboa

 

 COMUNICADO:

 

A Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato (PAGAN), ramo português da Campanha Internacional «No To War, No to NATO», convoca uma concentração de protesto contra a participação de Portugal na criminosa guerra do Afeganistão, no dia 28 de Janeiro, pelas 18h00, no Arco da Rua Augusta, em Lisboa, e apela a todas as pessoas e organizações defensoras da paz a unirem esforços nesta campanha. Neste acto público inaugurar-se-á a recolha de assinaturas para subscrição dum abaixo-assinado, «pela retirada imediata das tropas portuguesas da NATO do Afeganistão».

 

 

 

PAGAN (.Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO)



publicado por GRAZIA TANTA às 19:21
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010
As revelações da entrevista de Alegre

A entrevista do Alegre vem confirmar o que se disse em “Esquerda, PS e Alegre – Confusões e premeditações” (http://www.scribd.com/doc/24695458/Esquerda-PS-e-Alegre-%E2%80%93-Confusoes-e-premeditacoes-eleitorais), texto publicado uma semana atrás.

 

O poeta não passa de um cacique sem ideias para além da sua disponibilidade para se sentar em Belém e que é obrigação da esquerda - no seu conceito é uma coisa vaga e abrangente e portanto, sem conteúdo - apoiá-lo. Não se define em coisa alguma a não ser naquilo que já se sabia, que quer e precisa do apoio do PS para acampar em Belém.

 

Ficamos a saber que Cavaco é fraquito e tosco; que o PS quer a economia de mercado; que são pornográficos os ganhos dos bancos e dos banqueiros. Isso demonstra que Alegre anda informado mas que não é capaz de enformar uma só opinião própria. Como é que ele pensa estabelecer a linha de fractura entre ele e o Cavaco? Quais as rupturas que está disposto a promover para se afirmar como candidato da esquerda?

 

Ele é anti-capitalista? Não é, dada a natureza do PS, a sua continuada militância no partido em lugares de proeminência e o alinhamento com a política do partido, salvo uma ou outra coisa. E se não é anti-capitalista só por oportunismo pode sorrir para a esquerda.

 

Quer que acreditem ser ele um homem providencial, iluminado, com um projecto próprio indecifrável para os comuns mortais e que aceitem a sua liderança como a de um profeta. Nesse aspecto não difere em nada do ignorante Cavaco, sempre titubeante e preferindo o significado dúbio, o nim, ao não ou ao sim, recheados de sorrisos forçados e aparentemente enigmáticos. É a continuidade da tradição caudilhista da política à portuguesa.

 

Quer o apoio do PS, sem o apoio de Sócrates? Este até pode inventar um argumento idiota qualquer para não aparecer em campanha e deixar essas funções aos seus centuriões e outros labregos, para melhor enganar os eleitores de esquerda; e facilitar o golpe estratégico e palaciano dos caciques da esquerda institucional que poderão argumentar que não estão do lado de Sócrates e que este está fora da carroça presidencial de Alegre.

 

Em 2005, Alegre ainda poderia reunir algumas simpatias à esquerda, capazes de captar o voto de militantes e simpatizantes pouco atraídos pelas candidaturas partidárias e rituais de Jerónimo e Louçã. E, essas simpatias, resultaram decerto da rebeldia (melhor será chamar-lhe ressaibo) de Alegre contra a direcção do PS e do secretário-geral. Em 2010, como vimos afirmando, não é isso que Alegre deseja ou afasta. Ele quer o apoio viabilizador do PS e portanto de Sócrates.

 

Em comentário às declarações de Alegre, Sócrates nada acrescentou para além de que ainda é cedo para opções presidenciais; não se comprometeu e portanto, continua o PS sem estar comprometido. Sócrates acha prematura a colheita do milho e deixa os primeiros grãos para os pardais, com um sorriso benévolo e matreiro. E a figura de pardal ajusta-se perfeitamente a Louçã!

 

Ao que sabemos, as estruturas do BE não andam a discutir e menos ainda a aprovar o apoio a Alegre. Sabe-se do crescimento, no aparelho e nomeadamente, nos grupos parlamentares na AR ou no PE de deputados defensores de coabitações com o PS, que não terão igual representatividade junto da massa dos militantes. Desses elementos, alguns chegaram mesmo a recusar a luta pelo socialismo no último congresso do BE, como que dando sinais de que se querem sentar à mesa do orçamento com Sócrates e garantir uma vida fácil e doce, esquecendo rapidamente que a sua notoriedade resultou da confiança (ingénua) de muitos militantes e eleitores. Qual será o papel de Louçã nesta estratégia da ala direita do BE?

 

Dado que o BE tem apostado numa conduta de partido de “one man show” notam-se sinais de aplauso às declarações de Louçã, de apoio a Alegre, por parte de militantes e simpatizantes pouco dados a pensar com a própria cabeça e a anuir cegamente às palavras do líder. O que não é prática de uma esquerda a sério, mais inclinada para a democracia directa, para o debate, para a decisão em que todos são ouvidos.



publicado por GRAZIA TANTA às 19:25
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010
Esquerda, PS e Alegre – Confusões e premeditações eleitorais

Sumário

 

Alegre, candidato da esquerda?

O que é o PS?

Qual o papel que deve desempenhar uma esquerda?

Conclusão

 

ver o texto em:

 

http://www.scribd.com/group/16730-esquerda-desalinhada



publicado por GRAZIA TANTA às 23:36
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009
A resposta capitalista que estão a preparar para a crise

Sumário
 

1- Apontamentos sobre o descrédito da teologia neoliberal

2 - Evoluções e involuções no capitalismo

3 - Os reformadores do capitalismo

4 - O que dizem e fazem alguns reformadores ilustres

a) Gordon Brown, primeiro-ministro inglês

b) Daniel Held, professor na London School of Economics

c) George Soros, especulador financeiro e filantropo

d) Bill Gates, o “special one” do dinheiro

e)Jeffrey Sachs, professor de Economia na Universidade de Columbia, onde é director do Earth Institute

f)  Stiglitz, prémio Nobel da Economia, ex-quadro do Banco Mundial é, talvez o mais consistente dos reformadores

g) Obama, “powerpoint” promocional do capitalismo


Ver o texto em:

 
http://www.scribd.com/doc/23725522/A-resposta-capitalista-que-estao-a-preparar-para-a-crise



publicado por GRAZIA TANTA às 23:52
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Sábado, 28 de Novembro de 2009
Grupos anti-militaristas e anti-NATO numa acção de protesto em Valência

Actualizado com fotos da acção

http://www.antimilitaristas.org/spip.php?article4365

60% dos espanhóis quer a retirada do Afeganistão e 7% o fim das forças armadas.

E cá? Também há tropas no Afeganistão!

Quantos portugueses acham que as forças armadas servem para alguma coisa?

Sabia que Portugal gasta 2% do PIB com a defesa?

E cada pessoa em Portugal pagou € 355 em 2008 com essa inutilidade que é a tropa?

É o BPN, é a Face Oculta, são as reformas dos mandarins, é a tropa, não acham que estamos a pagar demais?

Consulte http://antinatoportugal.wordpress.com/

e o texto sobre a NATO em

 

http://www.scribd.com/doc/20691174/Nato

 

elaborado por nós, Esquerda_Desalinhada

 


 

 

 

 

 

 




publicado por GRAZIA TANTA às 23:53
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Conferências Bilderberg e a frequência portuguesas desde 1988

 

Há 21 anos que começou a participação de pagens portugueses nas conferências Bilderberg. Veja quem têm sido. Balsemão é o palafreneiro que apresenta os lusitanos confrades e, talvez essa posição esteja presente nos motivos de Sócrates para não deixar falir o BPP onde Balsemão tem aplicado muito dinheiro. Vítor Constâncio esteve lá em 1988 e no ano seguinte acertou com Cavaco a revisão constitucional que lançou as privatizações.

 

Como compilação de  Esquerda_Desalinhada divulgamos um texto com o título acima indicado em:

 

http://www.scribd.com/doc/23164608/Conferencias-Bilderberg-e-a-frequencia-portuguesas-desde-1988

 

devido às habituais limitações desta plataforma

 



publicado por GRAZIA TANTA às 22:45
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Empresários portugueses: incapazes, inúteis, nocivos e batoteiros

                                                                        Empresários e mandarins,

                                                                        Trafulhas, vigaristas e afins

        

              Índice

 

              1 – “Empresários” em busca de sobrevivência

              2 -  Os desabafos do van Zeller

              3 - A batota institucionalizada – o caso Face Oculta

              4 - A batota/batata quente agora está entregue aos togados *

              5 - Transparência democrática

              6 - Cosec, um caso esquecido?

 

VER TEXTO EM:

 

http://www.scribd.com/doc/22311099/Empresarios-portugueses-incapazes-inuteis-nocivos-e-batoteiros



publicado por GRAZIA TANTA às 12:38
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Sábado, 24 de Outubro de 2009
Um sistema eleitoral falsificado e enganador

O sistema eleitoral português está falsificado e favorece descaradamente o PS/PSD conforme se pode observar neste estudo quantificado com base nas últimas legislativas. Se assim não fosse, por exemplo, Sócrates não teria a maioria absoluta em 2005.

 

Ninguém acredite que a democracia de mercado deixará de ser uma falsa democracia mesmo que haja melhorias técnicas no sistema eleitoral, com uma maior democraticidade.

 

Esperar democracia do PS/PSD é esperar que uma abóbora podre dê nêsperas

 

Índice

 

1 - Mais de um milhão de eleitores fantasmas

2 - Como se montou a bipolarização no PS/PSD

3 – Como seria com um sistema eleitoral tecnicamente democrático?

4 – A democracia que faz falta

 

Pelas limitações de espaço aqui presentes, consultem o texto em:

 

http://www.scribd.com/doc/21557003/Um-Sistema-Eleitoral-Falsificado-e-Enganador

 



publicado por GRAZIA TANTA às 15:33
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